sábado, 24 de setembro de 2011

Vazio

Pensamento limpo
Claro, quase lúcido
Imagens, sonhos
Fé, tudo lúdico.

Sentimento oco
Falta, quase  dor
Um cheiro, perfume
Inerte, sem odor.

Transborda esse vazio
Uma falta não sei de que
A alma nua que suplica
Seu olhar, o seu querer.

                                                AC

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Pedra (mais uma)

Outra vez uma gestação
De novo a alojada me causa dor
Ela insiste em não sair
Ela insiste em resistir.

To com ela entalada
Empurrando com a pressão
O matemática do Rim
Outro cálculo em mim.

                                    AC com Buscopan e Tramal

Decepção

Outra vez um desalento,
Triste, somem outros planos,
Ao soar de um lamento,
Repararei novamente meus danos.

Havia um pressentimento
Um nó rabiscava a garganta
E por mais que fosse atento
Outra dúvida que se levanta.

A incerteza é o fomento
Que alimenta a insegurança
de um simples pressentimento
a um choro de criança.

Ilusões de um momento
Imagens transfiguradas
Distorções no sentimento
Decepção escancarada.
                                                     AC

domingo, 18 de setembro de 2011

Giravida

O dia acabou,
A noite chegou,
E a lua faltou, por falar nisso cadê a lua...

O amor se cansou
O mundo cessou
E você não ligou, cadê você...

Então acabou
O fim que chegou
Enfim porque, cadê o fim...

Então é tudo de novo?
O dia acabou,
A noite chegou,
Cadê a lua...
                            AC

sábado, 17 de setembro de 2011

Média Social

Onde fui, está no twitter
Minhas fotos estão no face,
O que penso foi para o blog
E me mostro num site.

Criamos nossos avatares
Por vaidade ou proteção,
Vendemos outra imagem
Por loucura ou por paixão.

Mídias para média social
Minha imagem distorcida
Ampliada ou reduzida,
Desfocada mas corrigida.


                                         AC

Bobagens e Bestagens

Já disse “bom te ver” várias vezes,
Pedi só um pouquinho o que é que custa
Com jeitinho e até um certo carinho
Bobagens tão bobas de um tolo tão bobo.

Já declamei poesias e mandei rosas
Abri várias vezes a outra porta do carro
Desafinei, engasguei nas minhas cantadas
Bestagens tão bestas de um bobo tão tolo.

Já me imaginei com vários futuros,
Certezas incertas de quem escutou do Frejat
“Eu não amo ninguém, parece incrível,
Mas é só amor que respiro.”
Bobagens tão bobas de um tolo tão bobo.

                                                           AC

A certeza da dúvida

A única certeza que tenho é a dúvida.
Mas sei que minha vida não é guiada por uma mão única,
Os desatinos, os erros e acertos se conjugam
No processo de minha evolução.
Por isso minha única certeza continua sendo a dúvida.

A dúvida de como farei para alcançar meus objetivos,
Pois a certeza que os atingirei está intrínseca em mim,
A fé nas pessoas, a crença em minha perseverança
Me fazem o mais otimista dos seres.
Mesmo tendo como minha única certeza
A dúvida!!!!!

                                                              AC

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Lua e eu...

Mais um ano se passou.
E nem sequer ouvi falar seu nome.
A lua e eu.

Caminhando pela estrada.
Eu olho em volta e só vejo pegadas.
Mas não são as suas.
Eu sei eu sei eu sei.

O vento faz eu lembrar você.
As folhas caem mortas como eu.

Quando olho no espelho.
Estou ficando velho e acabado.
Procuro encontrar não sei.
Onde está você, você, você.

O vento faz eu lembrar você.
As folhas caem mortas como eu.
A Lua e Eu.
A Lua e Eu.

                                  Cassiano

http://www.youtube.com/watch?v=PbQFfLZU-to&feature=related

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Depois de duas noites, olhando a lua, pensando em fases, coisas e outras bobagens que não são tão bobas. Me peguei cantarolando essa música que gosto muito.
Minha fiel e única leitora entende os motivos desse post.


 

O Limite

Me deparo e me pergunto, qual o meu limite
tolero, respiro e me limito
Me preparo, me seguro, e me imito
um grito, seguro e nem respiro.

Me protejo, me blindo, mas novamente desatino
luto, me puno, mas me permito
Fraquejo, impune, não me vingo
e novamente ultrapasso meu limite...

A.C.

domingo, 4 de setembro de 2011

Do que adianta?

"Eu e a minha mania, de achar que os outros fariam por mim, aquilo que eu faria por eles."

Quando li a frase de uma amiga em seu perfil numa rede social, parei para refletir sobre quanto tempo gastamos com pessoas que não nos vêem como protagonistas de suas vidas. Somos meros coadjuvantes. Então do que adianta, desperdiçar tempo, emoções, aflições e ambições com indivíduos que não merecem.
Na vida a troca, o escambo, o compartilhar, o somar, o agregar deve ser priorizado. Nossa auto-estima está relacionada com o que recebemos em troca. Então priorizemos quem nos dá valor. Quem demonstra felicidade pelo simples fato de estarmos presentes em suas vidas.

Bom boa noite a todos!!!!
E especialmente a você minha fiel leitora... e única...

AC

Feliz Dia da Mulher

Feliz dia da Mulher...
Feliz do dia que te vi mulher,
Feliz dia que me achou, mulher,
Feliz do dia que te tive mulher...

Feliz é o dia que te vejo mulher,
Felizes são meus dias com você, mulher,
Feliz é como estou hoje, mulher,
Feliz é como quero te ver, mulher...

Feliz dia da Mulher,
Feliz sou eu, mesmo não te tendo por inteira, ainda, mulher,
Mas ganhando a cada dia um pedacinho seu, mulher,
Felizes sejam todos os seus dias, mulher...

AC
no dia 08/03/2011

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e brando como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

                                     Vinicius de Morais, em Setembro de 1938